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Após passagem de tufão, retomada de portos chineses exige atenção de importadores

A perda de força do tufão Dolphin e a retomada gradual das operações nos terminais de Ningbo e Shanghai, na China, não significam necessariamente a normalização imediata da cadeia logística dos portos chineses. Após o fechamento temporário provocado pelas condições climáticas, os terminais passam por inspeções e avaliações operacionais, enquanto empresas de comércio exterior monitoram possíveis reflexos nos embarques e nos tempos de trânsito das cargas. 

Segundo o Fiorde Group, especializado em logística e supply chain, a atenção neste momento deve estar voltada principalmente para os efeitos decorrentes da retomada das atividades, como reorganização de itinerários, disponibilidade de equipamentos e espaços e eventuais alterações nos prazos inicialmente previstos. 

“Quando um porto retoma suas atividades depois de uma interrupção causada por um fenômeno climático, a operação não volta necessariamente ao ritmo normal de uma hora para outra. Existe uma série de ajustes que precisam ser feitos e isso pode refletir nos embarques que já estavam programados”, explica Mauro Lourenço Dias, presidente do Fiorde Group.

De acordo com o executivo, o impacto sobre cada carga pode ser diferente, dependendo do estágio da operação, do terminal envolvido e do itinerário programado. Por isso, o acompanhamento individualizado passa a ser importante para os importadores.

“Neste momento, mais do que olhar apenas para o fato de o tufão ter perdido força, é preciso acompanhar como os terminais estão retomando as operações. Uma carga que estava prevista para sair em determinada data pode sofrer uma alteração de programação, e isso precisa ser identificado rapidamente para que o importador consiga se reorganizar”, afirma Dias.

Fiorde monitora embarques e avalia alternativas

Para reduzir os possíveis impactos sobre seus clientes, o Fiorde Group está realizando o acompanhamento permanente dos embarques que possam ser afetados pela situação nos terminais chineses.

Entre as medidas adotadas estão o monitoramento da evolução de cada operação e de possíveis alterações nos itinerários, o acompanhamento da disponibilidade de equipamentos e espaços e a atualização dos tempos estimados de chegada (ETAs). A empresa também avalia alternativas operacionais para os casos em que a retomada das atividades possa comprometer os embarques.

“O nosso trabalho é acompanhar a operação de perto e identificar rapidamente qualquer alteração que possa afetar o cliente. Em logística internacional, algumas horas ou dias de diferença podem fazer bastante diferença no planejamento de uma empresa, principalmente quando existe uma cadeia de produção ou distribuição que depende daquela carga”, destaca o diretor.

Eventos climáticos exigem planejamento logístico

O episódio também reforça, segundo Dias, a importância de incorporar eventos climáticos ao planejamento do comércio exterior. Para empresas que dependem de cadeias internacionais de suprimentos, fenômenos como tufões, furacões e enchentes podem afetar portos, aeroportos, rotas e cronogramas mesmo depois que as condições meteorológicas se normalizam.

“Os eventos climáticos passaram a ser uma variável que precisa estar no radar de quem trabalha com comércio exterior. O desafio não é apenas saber que um tufão está chegando, mas entender o que acontece depois: quanto tempo leva para a operação ser retomada, como ficam os embarques acumulados e quais serão os reflexos nos prazos”, avalia Mauro Lourenço Dias.

A situação nos portos chineses é acompanhada pelo Fiorde, que manterá seus clientes atualizados sobre alterações relevantes nos embarques e nos tempos de trânsito.

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